
As defesas de cinco dos principais réus da ação penal do chamado mensalão tentaram desmontar nesta segunda-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) a tese de um esquema de compra de votos em troca de apoio político e pelo menos dois advogados justificaram os recursos com a existência de caixa dois de campanha.
Os advogados apontaram falta de provas materiais que comprovem a existência do suposto mensalão, desqualificando as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no primeiro dia para as alegações de defesa dos 38 réus.
A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado pela denúncia da PGR como mentor e principal líder do suposto esquema, disse não haver provas para a condenação do petista, afirmando que ele não é "quadrilheiro".
Dirceu foi classificado como "chefe de quadrilha" pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, durante a leitura da acusação na sexta-feira. O chamado mensalão foi denunciado em 2005, durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"José Dirceu não é chefe de quadrilha", disse o advogado José Luís Oliveira Lima, o primeiro a fazer a defesa no plenário do STF. "Não há, no entender da defesa, nenhuma prova, nenhum documento, nenhuma circunstância que incrimine o meu cliente." Oliveira Lima, assim como os demais advogados, citou a trajetória do seu cliente para enfatizar que ele não devia ser submetido a um julgamento político.








