Um edifício no Largo do Paissandu, área central de São Paulo, pegou fogo e desabou na madrugada de terça-feira, 1º de maio. O imóvel pertencia à União e estava ocupado pelo movimento de Luta por Moradia Digna.

As vítimas
Cerca de 150 famílias moravam ali. Ainda não há informação sobre o número de mortos. Na madrugada de quarta-feira, o Corpo de Bombeiros estimava 44 possíveis vítimas. Oficialmente, a equipe de resgate conta apenas um homem, que estava sendo resgatado quando o prédio veio abaixo.

A moradia
Em entrevista, integrantes do movimento de Luta por Moradia Digna afirmaram que as famílias que viviam ali pagavam de R$ 250 a R$ 500 por mês para cobrir custos de manutenção do prédio. Segundo levantamento do grupo de Mediação de Conflitos da Secretaria Municipal de Habitação, 25% das famílias eram de estrangeiros.

O prédio
Inaugurado em 1966, o edifício Wilton Paes de Almeida era um ícone arquitetônico abandonado. Foi escritório da Companhia de Vidros do Brasil e sede da Polícia Federal nos anos 1980. Com 24 andares, estava em decadência desde 2001. Governo Federal e prefeitura negociavam, desde 2017, instalar ali a secretaria de educação da cidade, mas esse e projetos anteriores e subsequentes de revitalização não vingaram. O prédio vinha sendo ocupado por moradores sem-teto desde 2011.

A luta
Ao longo do dia, autoridades lamentaram a “tragédia anunciada” e se eximiram da responsabilidade pelo fogo e desabamento.

O poder
Michel Temer também esteve no centro de São Paulo para acompanhar o trabalho dos bombeiros, mas foi hostilizado e deixou o local pouco depois de chegar. Designado para cuidar da assistência às famílias, o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua Andrade, afirmou que o presidente foi “mal compreendido”.

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