Em toda cidade, em todo lugar, das civilizações antigas as grandes metrópoles houve aqueles que eternizaram sua terra, que cantaram suas dores e tudo em quanto sentimento e divagação que permeia o imaginário humano.

Grande é o Brasil no rol das letras, nos legando preciosidades como Gonçalves Dias, Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Augusto dos Anjos, Carolina Maria de Jesus, Mario de Andrade, Ferreira Gullar, Manoel de Barros, Conceição Evaristo e uma infinidade de literatos que nos presentearam com a sua arte, que sem sombra de duvida ensejaram a formação da nossa história e cultura, contribuindo para a construção da identidade brasileira.

Hoje por mais que o saber esteja, literalmente, em suas mãos com o advento das tecnologias e a internet, vemos cada vez mais o distanciamento da leitura, o abandono do livro e de toda a insígnia que ele carrega: o conhecimento. Não que as novas e velhas mídias sociais deixam de ter este propósito, no entanto elas também trilham os caminhos da acomodação e do desserviço da informação enquanto tendenciosa, ou como diria Carlota Carvalho em O Sertão, 1924, sobre a agremiação literária “Roda de Amigos” no Grajaú da metade do século XIX:

“Quem se habituou a ler, não vive sem o livro e sem o jornal.

Em vez da vida alheia terá assuntos diversos para conversar e falará a cerca de economia, indústria, geografia, fatos históricos, geologia, e descobertas do espirito humano.

Empregará nas leituras e nessas conversações úteis e edificantes o tempo que gastaria na maledicência, na intriga, na calúnia, na adulação ou no jogo e na orgia.

Por isso as agremiações literárias são preservativas desses maus costumes”.

Fomos perdendo o hábito da leitura e com isso esquecendo a nossa história, a nossa literatura e consigo aqueles que fazem parte dela, variados literatos que olvidados mofam nas teias da memória.

Assim, também, caminhou a antiga Villa da Chapada, hoje Grajaú, local em que a linguagem literária encontrou terreno fértil, porém deixando para a posteridade apenas recortes literários, entre os quais ressalto aqui a sua 2ª Geração Poética, pós “Roda de Amigos”, que se destacou entre as décadas de 1910 a 1930.

Costurando vamos os remendos da “Rica Perola”, entre escombros pinçando os achados dispersos dos escritores, jornalistas, cronistas, contistas, romancistas e poetas da terra ou que por Grajaú passaram engrandecendo a nossa história e que a cada tempo surgem no horizonte destas paragens grajauenses.

SOUZA BISPO (GRAJAUENSE)

Publica no Jornal “Pacotilha” em 1934

AMARAL RAPOSO (GRAJAUENSE)

Publicado no Jornal “O Combate” em 1929

 

ISAAC GOMES FERREIRA (CORDINO)

Publicada no Jornal “O Tocantins” em 1928

 

JAYME DO EGYPTO

Publicada no Livro “Sonetos Maranhenses” em 1923

 

JOÃO PEDRO DA COSTA NUNES (GRAJAUENSE)

Contida no Livro “Rasgos Poéticos e Trovas” de 2003 e Publicada em 1922 em São Luís.

 

JOÃO VIANA GUARÁ (GRAJAUENSE)

Publicada no jornal “O Combate” em 1933

 

ORESTES MUORÃO (GRAJAUENSE)

Publicada no Jornal “Diário de São Luís” em 1925

 

CAMILO BEZERRA (GRAJAUENSE)

Publicada no Jornal “Pacotilha” em 1915

 

OLYMPIO FERNANDES (PERNAMBUCANO)

Publicada em “O Jornal” 1918

 

SOUSA LIMA (GRAJAUENSE)

Publicado no Jornal “Pacotilha” em 1927

PESQUISA E TEXTO:
THALLES BARRETO

FONTE:
BIBLIOTECA NACIONAL
BIBLIOTECA PÚBLICA BENEDITO LEITE
REVISTA DA LITERATURA BARRA-CORDENSE.