Em toda gestão pública, de acordo com a lei, deveria existir transparência. Entretanto, não é o que vemos por todo o nosso país. Muitas vezes até temos acesso aos dados, mas não conseguimos fazer a correlação entre eles, para sabermos o que realmente significam. Pois bem! Vamos calcular a entrada e saída de recursos, utilizados para o pagamento dos funcionários da Educação municipal de Grajaú.

Esse ano os repasses do FUNDEB para o município, somam a importância de R$ 49.299.409,37 (Milhões), que divididos pelos meses do ano e bem administrados representariam R$ 4.108.284 por mês. Somados a esse valor, mensalmente a atual gestão acrescenta em média R$ 600.000, que num total anual chega a R$ 7.200.000 (Milhões). Por mês, a atual gestão utiliza R$ 3.200.000 (milhões), para pagamento dos salários dos servidores da educação. E ao ano esse valor total chegaria a R$ 38.400.000 (Milhões).

Somando os repasses do FUNDEB e a CONTRAPARTIDA, juntos representariam R$ 56.499.409, mas como dito anteriormente a atual gestão aplicaria apenas R$ 38.400.000 desses recursos, restando à diferença de R$ 18.099.409. Para onde foram esses recursos não aplicados? Acrescentando o 13° salário, na conta ainda faltariam justificar para onde foram R$ 14.899.409 (Milhões). E aí para onde foi esse montante?

O fato é que em Grajaú, as contas da Educação Municipal não batem. Pois apenas com os repasses do FUNDEB, daria para pagar a folha dos servidores da área e ainda sobrariam R$7.699.409. Para onde foram esses milhões, vindos do FUNDEB? Isso é muito grave!

Passando bem a régua, com todos os “noves fora”, podemos crer que para o poder público tudo pode e para o povo nada! Nem mesmo o cumprimento do direito a lei da transparência.

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