Nesta quinta-feira, 3, o nível do Rio Grajaú abaixou. As cerca de 30 famílias que ficaram desabrigadas por pouco mais de 24h começaram a voltar às suas casas por volta das 5h da manhã, para avaliar os prejuízos que tiveram com o transbordamento do Rio, limpar a casa e trazer seus móveis de volta. A vida começa a voltar ao normal após as famílias terem ficado com seus móveis na rua. Entre outras ações urgentes, durante a enchente, a Companhia Energética do Maranhão (Cemar) teve que desligar a energia do bairro Tresidela para não causar acidentes [até o fechamento desta, às 17h21, não havia energia elétrica no bairro] e a Guarda Municipal de Grajaú [pau para toda obra] trabalhou como Defesa Civil e agentes de Trânsito.

Pontes

O nível do rio chegou a cobrir totalmente a passarela da ponte de madeira. Para conter galhos e pedaços de madeira que desciam, a Prefeitura Municipal colocou de plantão alguns agentes para não deixar materiais presos à estrutura da ponte. Muitas pessoas pensaram que desta vez a histórica ponte grajauense iria ser levada pelo Rio, mas, mais uma vez, ela foi salva pela forte estrutura de suas bases.

A “Ponte de Cimento”, na BR-226, também teve uma atenção especial da Prefeitura. Guardas municipais foram colocados de plantão para organizar o tráfego naquela localidade. A força da correnteza do rio junto com o peso dos veículos fez a ponte tremer em vários momentos durante esta quarta-feira.

Prejuízos

Algumas pessoas tiveram prejuízos com as enchentes desta semana. Foi o caso da Margarida da Cruz Santos, mais conhecida por Magá. Ela é dona do “Bar da Magá”, que fica no início da Avenida Antônio Borges, sentido ponte de Madeira – BR-226. A água passou de 1,70m de altura. A comerciante, no entanto, não reclama da situação. “As pessoas que foram afetadas pela enchente estão reclamando e xingando. Eu não faço isso, para quê? Não adianta. Quando Deus quer não tem jeito”, disse Magá à reportagem do GF.

Quem mais perdeu com a enchente foi o dono da Mercearia São José, o senhor José Maria. Toda a mercadoria foi levada pela enchente na madrugada de quarta para quinta-feira. Ele disse ao GF que não pode fazer nada para conter o prejuízo. “Foi tudo muito rápido durante a madrugada e não pude fazer nada”, lamentou o empresário.

No centro da cidade, a água subiu quase na altura da casa da família dos “Barreirinhos”. A Rua Salomão Barros, também foi afetada e os veículos tiveram dificuldades de passar em um trecho da rua.

Após a enchente, ficaram as marcas da água em várias casas do bairro Tresidela. A última enchente registrada com a mesma proporção desta, aconteceu em 1995, porém, no mês de abril.

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