A reportagem do site Grajaú de Fato entrevistou o casal de jovens, José Carlos Sousa de Almeida, 16 anos, morador do bairro Canoeiro e a jovem Keilane Freitas Cardoso, 16 anos, moradora da Vilinha.

Os dois estudantes do Colégio Dimas Simas Lima, da rede estadual de ensino, explicaram o que os levaram a questionar algumas posições do prefeito Mercial Lima de Arruda. Eles falaram do Hospital São Francisco de Assis, prestes a fechar as portas, e da situação da Rua José Rodrigues da Costa, no Canoeiro, que incomoda os estudantes pela situação precária que exibe nos períodos de chuva.

Entre uma fala e outra dos jovens, no palanque montado para a festa dos 200 anos de Grajaú, em março, os jovens disseram: “Frei Alberto não gostaria de ver o hospital que ele construiu com tanto trabalho sendo fechado. Não estamos aqui para agredir ninguém, mas é preciso dizer que Grajaú faz 200 anos e é um município que não tem quase nada”, disse o jovem José Carlos na frente de várias autoridades que estavam no palanque, entre elas, o vice-governador, Washington Luiz. Já a estudante Keilane reivindicou. “Nós somos estudantes, e a rua do nosso colégio é lamentável. Pedimos ao prefeito Mercial um pouco mais de sensibilidade, pois nós estudamos e queremos melhoras”.

Na entrevista ao casal, José Carlos frisou que a iniciativa foi dos dois e que não tem ninguém por trás das palavras que eles falaram no palco dos 200 anos de Grajaú. Keilane, por sua vez, afirmou que faria novamente e não se arrepende de ter questionado a situação do município no alto dos seus 200 anos. A jovem disse ainda que se não tivesse subido no palco e falado, não teria ficado bem consigo mesma. Para ela foi questão de honra.

Os jovens não questionaram e exigiram mudanças políticas do prefeito Mercial por acaso no dia do aniversário de Grajaú. José Carlos já venceu uma eleição no Colégio Dimas e se tornou prefeito da escola em 2007. Foi a partir daí que ele começou a se interessar pela política. Atualmente é membro do colegiado da instituição de ensino. Keilane também é líder de classe e exerce a política todos os dias junto aos seus companheiros de sala de aula.

Sobre o boato de que a direção do Colégio teria chamado os alunos para repreendê-los, inclusive para suspendê-los pela atitude, os jovens negaram. Disseram que foram sim chamados pela direção, mas apenas para explicar o ocorrido.

Confira na íntegra, a entrevista com os estudantes