Foi liberado nesta sexta-feira, 12, o tráfego na BR-226, entre Grajaú e Barra do Corda. As negociações com os indígenas teve a participação da Polícia Federal, Rodoviária Federal e Polícia Militar. A estrada chegou a ser liberada nesta quinta-feira, 11, por uma hora, mas os índios voltaram a interromper a BR no mesmo dia. O protesto teve início há cinco dias. Os índios da Aldeia Guajajara Canabrava reivindicam recursos de 10 milhões de reais para a educação e o transporte coletivo da aldeia. Eles alegam que o dinheiro foi enviado pelo Governo Federal, mas, a governadora, Roseana Sarney, teria gasto nas campanhas das eleições de outubro. No domingo, um confronto direto entre o delegado de Polícia de Barra do Corda, Edmar Gomes Cavalcanti, e os indígenas, deu repercussão nacional ao bloqueio dos indígenas. O delegado esteve em Grajaú prestando serviço e, ao retornar para a Barra, os índios o abordaram deceparam um dos seus dedos. Ele revidou com tiros de pistola, mas também foi atingido com cinco tiros. O delegado foi levado para o Hospital São Rafael, em Imperatriz e passa bem. Bloqueio dos caminhoneiros Em protesto ao bloqueio dos indígenas, caminhoneiros também bloquearam a estrada nas saídas de Grajaú para Barra do Corda e Imperatriz. No fim da tarde desta quarta-feira, 10, os caminhoneiros chegaram a liberar a BR-226. Eles negociaram com o promotor de justiça da Comarca de Grajaú, Dr. Fábio Mendes, que ligou para o secretário de segurança do estado do Maranhão, Aluisio Guimarães Mendes Filho, que garantiu uma solução. Sem solução no dia seguinte, os caminhoneiros voltaram a bloquear a estrada novamente. Mas ainda na noite de quinta-feira, eles liberaram. Durante a ação em protesto aos indígenas, os caminhoneiros atearam fogo em pneus, e, até o prefeito de Grajaú, Mercial Lima de Arruda, foi impedido de passar. Ele tinha voo marcado para Brasília. Seu avião ia partir de Imperatriz. Para chegar à Região Tocantina, ele teve de pegar a MA-006, sentido Arame.