FÚLVIO COSTA

O Jornal Grajaú de Fato, ideia que fez a viagem contrária dos veículos de comunicação nos tempos atuais: da internet para o impresso, completa seu primeiro ano de vida. Trabalho duro, caminhada por vezes difícil e amarga, quando nos damos conta de que para (sobre) viver estamos impreterivelmente submetidos ao capitalismo; outras vezes a lida se faz doce e compensadora quando vemos os resultados nos rostos e manifestações dos leitores, no agradecimento em plena rua, ou nos resultados a serviço do nosso povo a olhos vistos.

Há seis anos o Grajaú de Fato dava os seus primeiros passos na internet e, aos poucos ganhava corpo, se destacava no cenário da imprensa maranhense e por que não do mundo? A queda do então ministro do trabalho, Carlos Lupi, em 2012, teve passagem obrigatória por este endereço http://grajaudefato.com.br – a foto do ministro descendo do avião king air de um empresário goiano, no empoeirado aeroporto de Grajaú, saiu das lentes do Francisco Matias e ganhou o reconhecimento do mundo, quando no dia seguinte de uma publicação da Revista Veja sobre o fato veio até nós uma centena de ligações dos maiores meios de comunicação do Brasil e alguns do mundo (Reuters, Agência France Press, Agência EFE).

O reconhecimento não parou por aí. Além de tantas notícias, reportagens, entrevistas, fomos também citados em revistas, grandes programas e telejornais, com destaque para o SBT Brasil, Jornal Nacional, CQC, Pânico. A foto do Carlos Lupi virou capa do livro “Um país sem excelências e mordomias” de Claudia Wallin, publicação que faz uma comparação entre os políticos brasileiros e suecos. “Na Suécia os políticos ganham pouco, andam de ônibus e bicicleta, cozinham sua comida, lavam e passam suas roupas e são tratados como ‘você”’. No Brasil…” – a foto do Lupi descendo do pequeno avião no interior do Maranhão conclui a frase.

Mas nem só de alegrias vive quem tem causa. No meio do caminho faz-se também muitos inimigos, já que sempre procuramos defender princípios morais e éticos da sociedade, de modo que o Jornal Grajaú de Fato é visto por muitas pessoas como “um pequeno agitador de rua”. A frase do ministro da propaganda nazista, Josef Goebbels, é sábia. Longe de sermos simpáticos aos ideais que o propagandista seguia no campo político, o objetivo deste jornal desde sua concepção jamais foi apenas informar e transmitir fatos claros e objetivos, mas para além disso, é incitar, estimular, mover – o que nos torna utópicos, ideológicos.

Neste primeiro ano de caminhada nas mãos da população grajauense e da região (Formosa da Serra Negra, Itaipava do Grajaú, Arame e Sítio Novo) fica claro, portanto, que o Jornal Grajaú de Fato é crítico, difusor de opinião, avaliações e juízos e acredita piamente a partir de estudos e comparações que a imparcialidade é apenas produto fabricado por aqueles que pouco ou nada entendem de imprensa.

Continuaremos, pois, o nosso trabalho, sempre guiados e dispostos, pelas causas sociais e coletivas, doa a quem doer, como provocadores, instigadores, atrevidos, audaciosos e consequentemente dados à polêmica. Como a famosa revista Fackel do século XX, pretendemos também provocar o ceticismo em relação a julgamentos pré-formados, auxiliar as pessoas a pensar por si mesmas. Só assim teremos uma sociedade mais justa e igual. Que venha o próximo ano.

*Fúlvio Costa é jornalista