A candidata a deputada estadual pelo PCdoB, Simone Limeira, agora assessora especial do Govenador Flávio Dino, falou ao GRAJAÚ DE FATO de uma série de novidades que irã nortear o Governo do Maranhão nos próximos meses e anos. Entre os destaques, o funcionamento da sua Assessoria Especial e o programa Mais IDH, que está na pauta dos seus trabalhos, benefícios para a Região a partir dos seus trabalhos, além de pontos específicos como Carnaval, rodovias estaduais, demandas do ensino médio estadual em Grajaú e a maternidade do Hospital São Francisco de Assis.

Quais os trabalhos desenvolvidos pela sua Assessoria Especial?

É um cargo especial bem próximo do governador, inclusive com sala no Palácio dos Leões, onde ele permanece trabalhando e atendendo deputados, lideranças, ministros, governadores de outros estados e nós estamos lá para fazer a parte política e atender demandas da população, inclusive encaminhando para outras secretarias os problemas que possam ser resolvidos e que estejam também sob a nossa delegação.

Por que Assessoria Especial?

Porque está ligada aos programas especiais do Governo. E como esses programas precisam de uma atenção especial, nós estamos lá para atender as demandas, principalmente dos municípios que estão enquadrados nos programas. Um exemplo é o Mais IDH, programa implementado para melhorar a qualidade de vida dos 30 municípios mais carentes do Maranhão. O programa é desenvolvido por seis assessores que estão divididos em regiões. Cada assessor fica com mais ou menos oito municípios e eu estou com os municípios próximos de Grajaú. O Programa reúne toda a problemática que há no município incluindo deficiência na saúde, educação, saneamento, desenvolvimento social, agricultura familiar.

Há outras ações em nossa região desenvolvidas pela Assessoria Especial?

A questão indígena que é muito forte na nossa região, faz parte da nossa identidade e já começamos os trabalhos. Cerca de 200 indígenas estiveram em São Luís pedindo reuniões para tratar das demandas indígenas. Eu conduzi uma reunião com cinco secretarias em fevereiro e iremos realizar um fórum para discutir os caminhos para podermos dar atenção necessária à educação indígena, por exemplo.

Neste momento, quais ações estão sendo estudadas pelo Governo do Estado?

Nós estamos partindo para a segunda etapa dos programas especiais. Não sabemos ainda qual será a ordem, mas além de avançarmos nesses programas, estamos em busca de projetos que deram certo em outros estados para implantarmos no Maranhão. Nossa tarefa é buscar soluções e ideias inovadoras.

Quais benefícios o povo pode esperar da sua Assessoria Especial para a nossa Região?

O fato de estar próxima ao Governador é muito importante para a Região de Grajaú. Já chegaram inúmeros problemas para eu resolver. Embora pequenos, eu já estou articulando. Tenho acesso aos assessores, secretários e posso conduzir bem as pessoas que chegam até mim na capital em busca de soluções. Eu fico feliz em poder contar com o prestígio do Governo do Estado para a nossa Região.

A MA-006 está entre as prioridades do novo Governo?

Eu estou incansavelmente cobrando a continuidade desse projeto. Estive na Cinfra (Secretaria de Infraestrutura) buscando o histórico da rodovia e nós temos em mãos a licitação do projeto, não da obra, ou seja, temos todo o estudo da estrada, desde o ponto sul ao norte e esse estudo já foi licitado por uma empresa no valor de quase R$ 2 milhões. A empresa pediu sete meses para concluir o estudo desde os níveis, onde deverá ter acostamentos mais largos ou mais estreitos, até as curvas para que a estrada se torne mais segura. Feito esse processo a obra será licitada. Mas temos um problema: o Governo passado não deixou orçamento em 2015 para a revitalização da MA-006 e é uma obra de R$ 200 milhões que infelizmente não está no orçamento desse ano, portanto, só entrará em 2016.

Há alguma reivindicação encaminhada ao Hospital Geral de Grajaú?

Sim. Já reivindicamos junto ao Secretário de Estado da Saúde, Dr. Marcos Pacheco, um arco cirúrgico, mais conhecido como intensificador de imagem para facilitar os trabalhos em cirurgias, de modo especial nas cirurgias ortopédicas que é o forte do HGG. Esse grande aparelho serve para otimizar as imagens no processo cirúrgico, facilitando o trabalho do médico e consequentemente dando melhor resultado nas cirurgias. Em dois meses o aparelho deverá chegar aqui.

A demanda de alunos no ensino médio no Bairro Canoeiro e demais setores da região já é maior que a oferta de vagas nos colégios da rede estadual de ensino. O Governo pretende mudar essa situação?

No dia em que eu soube que iniciaram as matrículas e que houve uma procura além da capacidade de ofertas no Colégio Dimas Simas Lima, eu liguei para a Unidade Regional de Educação de Barra do Corda e eles entraram em contato com os diretores em Grajaú. Eles já tinham conhecimento do problema, mas a situação se arrasta porque só será possível contornar o problema com a construção de mais salas de aula. Há projetos para isso, mas começamos o governo agora e pretendemos realizar esse projeto em breve. Tem anexo do Dimas, no Colégio Hilton Nunes, mas também não tem como receber alunos. A solução, por enquanto, é comportar os alunos no prédio da Paróquia São Francisco, que será alugado. Tem vagas em outros colégios, mas não tem transporte. Acreditamos que haverá uma parceria do Governo Estadual com o Município.

A maternidade do Hospital São Francisco é outro problema. O Governo vai se manifestar a respeito?

É um assunto triste. Levei esse problema para o Secretário de Estado da Saúde e para o governador e eles se solidarizaram para o problema, mas neste momento temos outro problema: o contrato da empresa na área da saúde licitada pelo governo anterior só termina em abril. Até lá, não temos como contratar os profissionais (um médico obstetra e um anestesista) que o Hospital São Francisco (HSF) precisa. Tentamos ceder os profissionais, mas não sobra ninguém. Depois de abril conseguiremos ajudar o HSF.

E quanto ao tradicional carnaval na Praça Raimundo Simas. Há algum projeto do Governo do Estado para revitalizá-lo?

Sim. O Governo tem o projeto de realizar o Carnaval tradicional de marchinhas com blocos e bandinhas a partir do próximo ano na Praça Raimundo Simas em Grajaú. Neste ano vimos que os foliões animaram o Centro da cidade com blocos, como os Tampas  e pretendemos retomar essa festa que faz parte da história de Grajaú. Mas o Carnaval no Canoeiro continuará, ou seja, no período da tarde por volta das 16h até as 22h acontece no Centro e em seguida continua com as bandas na Praça de Eventos no Canoeiro.

Entrevista publicada na edição 18, do jornal impresso

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