Apenas o candidato a vice-prefeito respondeu às perguntas. O candidato a prefeito se omitiu a responder às perguntas do Grajaú de Fato. Segue abaixo as palavras de Antônio Carlos.

Em atenção ao pedido de nossos leitores, GF publica na Íntegra a primeira entrevista com o candidato a prefeito Arturzinho e o vice Antonio Carlos, do Partido dos Trabalhadores. Os próximos entrevistados serão os candidatos Simone Limeira e Egon Bernardes, candidatos a prefeita e vice prefeito, respectivamente pelo PC do B. Logo após, entrevistaremos os candidatos Mercial Lima de Arruda e Antônio Matias, pelo Democratas.

Apenas o candidato a vice-prefeito respondeu às perguntas. O candidato a prefeito se omitiu a responder às perguntas do Grajaú de Fato. Segue abaixo as palavras de Antônio Carlos.

GF – Por que uma candidatura independente do Partido dos Trabalhadores em Grajaú?

Antônio Carlos – Nossa candidatura é baseada num trabalho que vem sendo desenvolvido há tempos. Surgiu de uma semente que estamos reproduzindo por um ideal político. Não concordamos com a forma de governar que vemos hoje, por isso queremos uma candidatura independente. O PT de Grajaú entende que o prefeito deve trabalhar por quatro anos e não em poucos meses como acontece em Grajaú.

GF – Em nenhum momento o PT pensou em lançar candidatura em conjunto com a oposição?

Antônio Carlos – Sempre. Fizemos várias reuniões com outros partidos da oposição. Porém, alguns partidos têm suas projeções políticas, seus interesses, e com isso já vão para uma mesa de negociação sem se flexibilizar. O PT em nenhum momento foi intransigente. Nossa candidatura surgiu do forte desejo do candidato de ser prefeito de Grajaú, endossada pela confiança dos filiados do PT. Queremos ter a oportunidade de mostrar nosso plano de governo ao povo de Grajaú.

GF – Antônio Carlos, você tocou em dois pontos que está sendo questionado pelos leitores do GF. O primeiro: por que Artuzinho tem esse forte desejo de ser prefeito de Grajaú. O segundo: as suas propostas, que em nenhum momento foram colocadas para fortalecer a base de sua candidatura.

Antônio Carlos – Nós temos apontado nossas propostas. Resumindo, o executivo deve trabalhar em sincronia com o poder legislativo. A meta principal do nosso governo é estabelecer uma parceria com a Câmara dos Vereadores para executarmos o maior número de benefícios para a comunidade.

GF – Quais as propostas de governo de Artuzinho e Antônio Carlos?

Antônio Carlos – Nosso governo será mais humano. Iremos fortalecer as ações do Governo Federal no município de Grajaú. Por exemplo: Na área do agronegócio, Grajaú recebeu do Governo Federal, aproximadamente 8 milhões de reais que não foram aplicados. É preciso que o público grajauense seja assistido pelo poder público municipal. Precisamos fortalecer todos os programas federais. Outro exemplo: tivemos agora o problema do alagamento das cidades. Para resolver, existe o Ministério das Cidades, o Ministério da Defesa, e esses recursos chegam, mas não vemos uma calçada sendo construída pelo poder municipal de Grajaú com esses recursos, porque não existe uma sincronia entre as duas esferas de governo.

GF – E na área da economia?

Antônio Carlos – Nessa área não se pode impulsionar o crescimento de um município como Grajaú, se você não abre as portas para que as empresas se instalem. Não vemos falar de uma região de Grajaú onde as empresas gerem muitos empregos, porque não se vê incentivo da prefeitura.

GF – Por duas vezes consecutivas o PT de Grajaú lançou candidatura própria. O objetivo é persistir da mesma forma que o presidente Lula perseverou para chegar à presidência?

Antônio Carlos – Com certeza. O PT grajauense tem atitude e seus líderes são pessoas de ideais. Nós temos nossas idéias e propostas. Já fomos inibidos, já nos ofertaram propostas de emprego para desistirmos da disputa. Em Grajaú quem entra na política é coibido por aqueles que já estão nela.

 GF – Vocês já receberam alguma proposta para renunciar a candidatura?

Antônio Carlos – Esse fato é comum nessa época de pré-campanha. Na troca de alianças é corriqueiro oferecerem cargos para a nossa desistência, mas felizmente o PT não trabalha dessa maneira. A nossa moeda é a nossa proposta. O partido não tem dinheiro para gastar. É constituído de pessoas humildes que vivem do seu trabalho. Nós não aceitamos esse tipo de política. Iremos continuar lutando até conseguirmos, para realizamos nosso projeto no governo municipal.

GF – Quais as estratégias do PT para conseguir votos para esse pleito?

Antônio Carlos – Mostrando propostas, visitando os eleitores em suas casas. Nós não temos aquela estrutura milionária de arrecadar votos, nem queremos. Porque ao fazer isso, o candidato, se eleito, passará três anos trabalhando para pagar o financiamento de campanha. Nossa campanha será simples, livre, para que a gente comece o mandato sem dever a ninguém.

GF – Por que houve divergências internas no Partido dos Trabalhadores de Grajaú?

Antônio Carlos – A impressão que se tem é que o PT é um partido dividido. Mas nós trabalhamos com discussões em prol de uma articulação que anime todos os nossos filiados. O que ocorreu no PT de Grajaú foi uma diferença de opinião. O presidente do partido, Deusimar Nascimento, achava que a candidata do PC do B, Simone Limeira, tinha um projeto de governo mais interessante para Grajaú, e nós, como filiados não concordamos. Achamos que o projeto do PT, encabeçado por Artuzinho, é mais consistente e tem mais viabilidade para Grajaú.

GF – E a cultura religiosa?

Antônio Carlos – Precisamos identificar todas as tendências religiosas de Grajaú, todas as igrejas e representantes que trabalham levando carinho, conforto às pessoas. Não vemos a prefeitura assistindo essa classe enorme da sociedade. Em nosso governo haverá a participação dessas pessoas que levam a mensagem de Deus.

GF – Não é estranho que o presidente do PT, Deusimar Nascimento, saia do partido e apóie a candidatura de outro partido em detrimento do seu?

Antônio Carlos – Isso não aconteceu. Se tivesse acontecido como você mencionou, eu também acharia estranho. O Deusimar fez uma opção antes da convenção do PT, quando ainda não tínhamos definido nosso candidato Artuzinho. A executiva do PT não concordou com a decisão do presidente. Ele é candidato a vereador pelo PT e em nenhum momento estivemos divididos. Discutimos sim, para definir nossa candidatura.

GF – Hoje o Deusimar apóia qual candidato?

Antônio Carlos – Deusimar afirmou na convenção do dia 29 de junho que apóia a candidatura de Artuzinho. Ele (Deusimar) é candidato a vereador pelo PT, e com certeza apóia a nossa candidatura.

GF – Então ele não subirá no palanque de Simone Limeira quando iniciarem os comícios.

Antonio Carlos – Acreditamos que não. Porque no dia da convenção ele afirmou que apoiaria Artuzinho. Mas se isso acontecer será uma grande surpresa. E uma surpresa desagradável.

 GF Quem Milton Gomes irá apoiar

Antonio Carlos – O Milton Gomes é o presidente do PDT de Grajaú. Partido que está coligado conosco. Então, já está clara a decisão do Milton Gomes, inclusive dito por ele mesmo, em reuniões que aconteceram. Ele não tem mais pretensão de se candidatar ou indicar candidatura em Grajaú, e afirmou que é idéia dele, deixar que novas lideranças assumam esse compromisso.

 GF – E o Capitão Otsuka?

Antonio Carlos – É uma boa pergunta. Na minha avaliação pessoal, acredito que o Capitão é uma pessoa sensata. Sempre soube se posicionar politicamente aqui em Grajaú, e em sua pré- campanha se articulou de uma forma prazerosa e bonita. Porém eu não entendo porque o Capitão desistiu de sua candidatura. Mas ele chegou a dizer nas reuniões da oposição, o que eu acho muito pouco, que se houvesse mais de uma candidatura dos opositores, ele não seria candidato. O acordo foi lançar a candidatura daquele que estivesse melhor nas pesquisas, o nome dele era o melhor, mas a candidata do PC do B não quis abdicar de sua candidatura, então ele desistiu porque entendeu que seria irracional várias candidaturas da oposição para enfrentar Mercial Arruda.

Está agendada uma conversa do Capitão Otsuka com Artuzinho para ser definida sua posição política aqui em Grajaú. Por enquanto ainda não temos essa posição dele.

GF – Como vocês avaliam a atual conjuntura política de Grajaú e o atual mandato

Antônio Carlos – O atual mandato foi eleito com uma maioria assustadora de votos. Acreditou-se naquela época que teríamos um prefeito que trabalhasse por quatro anos pelo bem do povo de Grajaú. Infelizmente a minha avaliação é que foi um governo que poderia ter feito mais pelo povo. O que temos visto nos últimos dias, são obras que beneficiam a população, isso não podemos contestar. Mas contestamos que essas obras deveriam ter saído nos primeiros meses de seu mandato e que agora estivéssemos apenas finalizando outras obras importantes.

GF – E sobre essas obras de final de mandato, o que você tem a dizer?

Antonio Carlos – Eu parabenizo o povo de Grajaú que pelo menos essas obras estão recebendo. Infelizmente na minha opinião, é uma pratica desonesta de administração. Eu acredito que o povo de Grajaú já está observando que não se deve administrar dessa forma. Essas obras são eleitoreiras.

GF – Por que votar em Antônio Carlos e Artuzinho?

Antônio Carlos – Primeira coisa é que somos dois jovens trabalhadores, cidadãos. Vivemos do nosso trabalho. Participamos dos problemas de Grajaú e a conhecemos. E a nossa proposta é trabalhar por quatro anos ininterruptamente em nosso governo. Votar em Antônio Carlos e Artuzinho é buscar uma alternativa de trabalho para o bem do povo de Grajaú.

Considerações Finais

Antônio Carlos – Eu acredito que temos que nos mover, temos que avançar. Quero parabenizar o site Grajaú de Fato pelo trabalho que vem realizando. São pessoas preocupadas com notícias imparciais e pelo bem de Grajaú. Acreditamos em nosso povo, e vamos à luta.