De acordo com informações da Pastoral Indigenista da diocese de Grajaú, o trecho da BR-226 que corta a reserva indígena Canabrava, entre Jenipapo e Grajaú, pode ser fechada a qualquer momento. A iniciativa de bloquear a rodovia é do indígena Genildo Pataxó, pernambucano, que já foi funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai) e hoje mora na reserva Canabrava. Genildo reivindica o dinheiro do convênio firmado com o Governo do Maranhão, no valor de 56 mil reais, para o pagamento do transporte coletivo da sua reserva. Os indígenas deverão fechar a estrada porque o Governo ainda não se manifestou sobre o valor. As lideranças indígenas, Osvaldo Guajajara e Dilamar Pompeu, responsáveis por fechar a estrada outras vezes, dessa vez não estão à frente do novo bloqueio. Eles afirmaram à Pastoral Indigenista que não irão intervir no protesto de Genildo. O problema se agravou porque antes mesmo de receber o dinheiro, os índios compraram um carro em mal estado de conservação, no valor de 10 mil reais, fiado. Eles também compraram combustíveis e peças para o carro e agora estão mergulhados em dívidas, à espera de uma posição do Governo do Estado. Conflito em Amarante do Maranhão Os povos indígenas da etnia Gavião, de Amarante do Maranhão, pedem urgentemente nova demarcação de suas terras. Eles não concordam com a demarcação feita em 2008, porque se dizem prejudicados com o pouco espaço que receberam. De acordo com eles, a terra não é suficiente para sua reprodução. Um conflito pode estourar a qualquer momento no município, entre índios e brancos, porque os fazendeiros da região não concordam com uma nova demarcação. Sobre esse caso, o Governo do Estado também não se manifestou até o momento. Conteúdo relacionado: Índios ameaçam fechar BR-226 neste domingo