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José Arão propõe redução do número de vereadores a partir de 2015

Parlamentares também discutiram a realização de concurso público para a ocupação de vagas na casa em 2015
Na penúltima sessão plenária da Câmara Municipal de Grajaú, realizada nesta quarta-feira, 10, diversos temas importantes foram tratados, dentre eles, o vereador Arão Marizê (PMN) anunciou sua posição favorável à diminuição de parlamentares na casa.
“A quantidade de vereadores nesta casa está de acordo com o máximo permitido pela norma existente que é a Constituição Federal, mas isso não quer dizer que não possamos ter menos vagas. Se depender de mim e essa casa assim entender em 2015 poderíamos voltar a ter menos parlamentares, ao invés de 15, ter 13 ou 10. É a minha sugestão”, anunciou.
A posição do vereador Arão não agradou o presidente reeleito, Marinaldo do Gesso (PT). “Já enxugamos bastante a folha de pagamento desta casa e uma diminuição no número de vagas de vereadores viria a tornar mais frágil também a representação do povo”, argumentou o petista que destacou que um vereador recebe hoje 40% do salário de um deputado estadual.
Concurso público
Os vereadores também abriram discussão sobre o projeto de abertura de concurso público para o preenchimento de vagas na casa. Marinaldo falou de cargos específicas, exigidos pela lei através de concurso como controlador, advogado e contador. Mas o vereador José Jairo (PMDB) se posicionou contra a realização de certame para a ocupação dessas vagas.
“Sou a favor da realização do concurso público, mas não para essas três vagas”, disse. Segundo Jairo, o preenchimento dos cargos de advogado, contador e controlador por meio de concurso público poderia prejudicar a casa. “Na próxima legislatura o presidente a ser eleito será o José Arão, mas porventura se ele tiver problema qualquer com essa pessoa que passar no concurso, não teremos como voltar atrás. Podemos repensar a ocupação desses três cargos, já que o tribunal não nos colocou a faca na garganta”, justificou. Jairo pediu sensibilidade aos colegas e apontou a possibilidade de contratação de uma empresa prestadora dos serviços específicos de advocacia, controladoria e contabilidade.
A vereadora Elisabete Nogueira (PV) também se posicionou contrária à realização de concurso público para ocupar essas vagas. “Essa preocupação é de quase todos os vereadores desta casa. Um exemplo é o advogado da Itaipava do Grajaú que é concursado, mas o prefeito não pode trabalhar com ele por que o profissional não é da sua confiança. Está ganhando sem trabalhar e é o mesmo exemplo desta casa que o advogado é o Admiel Neto, irmão do vice-prefeito e não é da minha confiança, não sei dos demais. Todas as vezes que precisei dele não fui atendida e tive que pagar advogado de fora”, disse. O vereador Zé Leão (PPS) em poucas palavras demonstrou apoio aos colegas. “Sou plenamente de acordo”.
Na última sessão plenária a ser realizada na terça-feira, 16, os vereadores irão decidir sobre os temas abordados.
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