Desde o fim de semana, ninguém entrava nem saia de Grajaú pela BR-226, a não ser ambulâncias e a polícia. O direito de ir e vir ao município foi barrado por indígenas da etnia Guajajara, da reserva indígena Canabrava, que fica nas proximidades de Grajaú e Jenipapo dos Vieiras. Caminhoneiros também bloquearam trechos da estrada em resposta a ação dos índios.

Os caminhoneiros protestam para que algo seja feito pelo governo do Estado. Eles reclamam que os mais de 20 km de reservas indígenas na BR-226, entre Grajaú e Barra do Corda, representam um risco para suas vidas.
Na entrada de Grajaú, saída para Barra do Corda, a estrada estava bloqueada por caminhoneiros desde as 22h desta terça-feira, 9. A entrada de Grajaú que dá acesso a Imperatriz também permaneceu fechada por caminhoneiros até o fim da tarde desta quarta-feira, 10.

Durante sua ação em protesto aos indígenas, os caminhoneiros atearam fogo em pneus, e, até o prefeito de Grajaú, Mercial Lima de Arruda, foi impedido de passar. Ele tinha voo marcado para Brasília. Seu avião ia partir de Imperatriz. Para chegar à Região Tocantina, ele teve de pegar a MA-006, sentido Arame.

Além dos transtornos de entrar e sair de Grajaú, a paralisação dos caminhoneiros gerou várias confusões com carros e motos que tentavam furar o bloqueio, que se formou próximo ao Posto de combustíveis Alvorada, do ex-prefeito de Itaipava do Grajaú, Luiz Gonzaga Barros, sentido Barra do Corda. Algumas pessoas tentaram usar desvios para chegarem aos seus destinos. Para controlar as vias, os caminhoneiros partiram em cima de um caminhão, para os furos do bloqueio, liderados por empresários do gesso, que também estão prejudicados com o bloqueio da estrada federal pelos indígenas. Um deles é o vereador Marinaldo do gesso, que concedeu entrevista à nossa reportagem. Confira no vídeo ao lado.

LEIA MAIS