Estamos a dois dias de um processo eleitoral que marcará a história política do nosso estado. Um Maranhão rico, mas, empobrecido por uma família que há mais de quarenta anos vem maltratando as pessoas menos esclarecidas desse estado. Quando um oligarca maior José Sarney assumiu o governo em 1966, prometeu através de um exercício retórico acabar com as mazelas do estado.

Passaram quase cinquenta anos e o estado ainda apresenta os piores indicadores sociais do Brasil. Segundo Atlas do Desenvolvimento Humano 2013 divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o PNUD (Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento no Brasil), o Maranhão obteve nota 0,639 – numa que varia entre 0 e 1, ficando em penúltimo lugar, estando á frente apenas do estado do Alagoas. Para calcular o desenvolvimento da qualidade de vida de cada estado, são levados em consideração os índices educacionais, de expectativa de vida e de renda da população de cada estado e município.

Desse modo pudemos observar que as falsas promessas foram todas descumpridas, pois, o que estava e está em jogo é a conquista e a manutenção de poder a qualquer custo. A política enquanto a arte de governar em função da coletividade fora transformada em politicagem, onde os interesses pessoais e mesquinhos prevalecem. Foram essas práticas que transformaram um estado cheio de terras férteis, rios perenes, riquezas minerais incalculáveis… em um dos mais atrasados da federação.

Todavia vivemos em um estado democrático de direito que segundo o professor CANOTILHO aponta duas formas de representação: a representação democrática formal e a representação democrática material. A primeira seria a autorização dada pelo cidadão a um órgão soberano, que por sua vez é legitimado pela Constituição, para agir em seu nome. Já a representação democrática material seria o conteúdo dos atos deste órgão soberano que age em nome do cidadão. Entretanto, o sistema representativo apresenta caráter técnico uma vez que se reduz a um procedimento que é o voto, onde são escolhidas pessoas para desempenhar as funções governamentais.

Portanto no dia 05 de outubro vamos utilizar esse importante instrumento de mudança político- social e votar de forma livre e consciente em candidatos comprometidos com o bem estar da população e em ajudar a mudar esse triste cenário maranhense.  E não esqueçer que um dos princípios que rege a democracia é a alternância de poder.

*Prof. Márcio Viana é filósofo e colunista do Jornal Grajaú de Fato