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Com cota de R$ 180 milhões de TV em 2016, Fla se defende’: ‘Clube vende mais’

Com uma projeção de investimento de R$ 30 milhões no mercado em 2016, o Flamengo se apoia, sobretudo, em seu novo contrato de TV. Segundo o vice de finanças rubro-negro, Claudio Pracownik, o clube terá um aumento de R$ 70 milhões em sua receita da Rede Globo. Ele passará a faturar cerca de R$ 180 milhões a partir do ano que vem, se distanciando ainda mais de seus concorrentes.

O time da Gávea não se mostra preocupado com as recorrentes críticas a uma suposta ‘espanholização’.

Em reunião recente que manteve com os clubes de forma individual, a própria Globo apresentou estudo que mostra que o cenário local está distante do observado na Espanha, com Barcelona e Real Madrid.

De acordo com ela, Fla e Corinthians são responsáveis por apenas 18% do total dividido nos direitos de transmissão do Brasileiro.

Essa porcentagem agora deve aumentar.

“Em 2016, teremos um aumento relevante de direitos de televisão de mais de R$ 70 milhões enquanto que as despesas com jogos despencarão”, afirmou Pracownik ao ESPN.com.br, ao explicar o maior repasse de dinheiro para o departamento de futebol na próxima temporada.

A situação deverá ser ainda melhor a partir de 2017, quando a atual gestão, em caso de reeleição no próximo pleito, poderá finalmente chegar ao seu objetivo, com uma receita total no mesmo tamanho de sua dívida.

Em seu encontro anual para apresentar os números do pay-per-view, na semana passada, foi proposto à Globo a mudança no atual formato de cotas. O diretor executivo de esportes da emissora, Marcelo Campos Pinto, citou, inclusive, o modelo da Premier League como possível caminho. O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, no entanto, se mostrou desconfortável com a conversa e pediu foco a todos.

O vice de finanças Claudio Pracownik nega que o clube seja contra qualquer eventual discussão nesse sentido.

“Cada um luta pelo melhor para si, mas sem esquecer dos demais. Queremos ser grandes entre os grandes. Não podemos defender que o futebol, como um todo, se empobreça e sejamos o menos pior. Almejamos ser o melhor entre os mais fortes. Por isso, o Flamengo lutou pelo Profut (programa de refinanciamento de dívidas sancionado pela presidente Dilma Roussef)”, explica.

“Na TV, é uma questão de justiça. O Flamengo tem que receber mais porque vende mais, tem mais assinantes. Não podemos subsidiar os outros times. Não tem por que. Apoiamos todas as outras medidas”, completa.

Ao todo, 18 equipes contam hoje com acordo com a Globo até 2018: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Grêmio, Inter, Atlético-MG, Cruzeiro, Coritiba, Atlético-PR, Goiás, Bahia, Vitória e Sport.

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Redação Grajaú de Fato
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