Onde fica a tão discutida liberdade de informação?

É geral. Qualquer clique que o internauta dá no site do jornal O Estado do Maranhão [http://imirante.globo.com/oestadoma/] ele vai lê a seguinte mensagem: “Conteúdo exclusivo para assinantes do Jornal O Estado do Maranhão”.

É interessante falar dessa restrição por parte do maior jornal de circulação maranhense uma vez que a informação é um produto integrante da base de qualquer sociedade, como mecanismo motor de formação, informação, educação, liberdade de pensamento, cidadania. E a internet, como todos sabem, é o ambiente no qual o conhecimento se tornou mais livre do que nunca. É onde a comunicação se tornou, de fato, democrática.

No estado do Maranhão, o Jornal O Estado é o único que assume tal atitude: privatizar a informação. O internauta curioso não tem acesso às informações do site, a não ser que ele pague pela assinatura do jornal impresso.

O Imparcial e o Jornal Pequeno, ambos de circulação estadual e concorrentes de O Estado, não têm conteúdo restrito. Talvez porque eles pensem logicamente: a internet é o espaço de livre circulação, é onde o jornal vai se fazer por meio da credibilidade e onde o diário consegue captar recursos por meio de publicidades pagas para subsidiar o jornal impresso. Por que O Estado não pensa assim?

Não digo que todo o conteúdo deveria ser livre, mas o problema é ser totalmente restrito. Na era do Orkut, Twitter, Facebook, blogs, o maior jornal maranhense parece ter parado no tempo dando prioridade somente ao lucro. Enquanto a informação for presa a este problema, continuaremos a nos perguntar se realmente há liberdade de pensamento em nosso estado.

Fúlvio Costa, grajauense, acadêmico do último semestre de jornalismo da Universidade Católica de Brasília (UCB)

Pensem no assunto e comentem no Mural de Recados. O que está em jogo é sua liberdade de pensar

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