Fechada há um mês, a maternidade do Hospital São Francisco de Assis (HSF) está fazendo falta em Grajaú, sobretudo às famílias carentes, aquelas que contam exclusivamente com os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Na sessão plenária desta terça-feira (10) a Câmara Municipal foi pressionada por funcionários do HSF usando nariz de palhaço.

O presidente da Comissão de Saúde da casa, Albertiho da Saúde (DEM) saiu em defesa do diálogo entre a direção do Hospital São Francisco e a Secretaria Municipal de Saúde. “Precisamos defender o que é nosso, vamos fazer uma audiência pública para sabermos o que está acontecendo; precisamos fazer uma negociação com o Hospital São Francisco, pois são as mães que estão sofrendo. Só eu já levei oito gestantes para Imperatriz após o fechamento da maternidade”, disse.

Má vontade da Secretaria Municipal de Saúde

Albertinho disse ainda que falta vontade por parte do secretário municipal de saúde, Marquinho Jorge, em trabalhar em parceria pela saúde de Grajaú. “Temos o aparelho mamógrafo no Hospital São Francisco e quando foi inaugurado (abril de 2014) nós tivemos uma triste realidade: o Dr. Josemar teve que vender o aparelho por que não tinha pessoas para fazer as mamografias e a Secretaria Municipal de Saúde não fez a pactuação para que os serviços de mamografia fossem realizados”, denunciou.

Albertinho ainda comentou sobre o aparelho tomógrafo, recém-adquirido pelo HSF, que aguarda pactuação pelo SUS para prestar serviços aos mais carentes. “Eu pergunto: o Sr. Marquinho Jorge fez a pactuação para a realização das mamografias? Nós temos dentro do hospital hoje um tomógrafo que é um aparelho de alta complexidade. A documentação está toda pronta e a Secretaria de Saúde não quis a pactuação com o hospital. Eu sei de tudo. Se eu como presidente da Comissão de saúde fico sem falar nesta casa é por que às vezes temos que ficar ouvindo, mas chega um ponto que não aguentamos mais. Não estou denunciando ninguém, mas peço: vamos sentar juntos e nos unir para saber o que realmente está acontecendo”. Albertinho ainda disse que quando se reúnem para tratar sobre o assunto, o secretário de saúde e o diretor do Hospital São Francisco travam uma série de trocas de acusações sem fim que não levam a lugar algum.