A cerimônia que aconteceu no último dia 18, na sala João XXIII, da Cúria Diocesana de Bergamo, concluiu oficialmente a fase preparatória do inquérito sobre frei Alberto “morto com fama de santidade”
  
“Uma grande testemunha de caridade no dia-a-dia, capaz de fazer com que a vida se torne ensinamento do evangelho. Uma testemunha grande e silenciosa”. Foi com essas palavras que o bispo diocesano de Bergamo, Itália, dom Roberto Amadei, deu início à solenidade de abertura do processo diocesano de beatificação de frei Alberto Beretta, sacerdote capuchinho, médico missionário, irmão de Santa Gianna Beretta Molla.

A cerimônia que aconteceu no último dia 18, na sala João XXIII, da Cúria Diocesana de Bergamo, concluiu oficialmente a fase preparatória do inquérito sobre frei Alberto “morto com fama de santidade”.

Na ocasião foi lembrada a vida do médico-missionário, o seu amor pelos irmãos mais sofridos, suas atividades no Brasil, na diocese de Grajaú, estado do Maranhão, até seu retorno à Itália após um derrame. Na casa do seu irmão sacerdote em Borgo Canale, em Bergamo, nos 20 anos de sua doença, frei Alberto continuou a testemunhar Cristo através da oração e de sua serenidade. “Um testemunho importante na sociedade de hoje que considera como pessoas inúteis aqueles que não produzem”, enfatizou o bispo.

Vários testemunhos foram colhidos sobre as atividades de frei Aberto, como também foram examinados seus escritos. A documentação foi enviada à Santa Sé a fim de obter a necessária autorização para dar início ao processo de beatificação.

Estavam presentes na cerimônia de abertura do processo de beatificação o Postulador Geral dos Frades Capuchinhos, frei Florio Tessari; e frei Claudio Resmini, vice-postulador e numerosos confrades capuchinhos. Da família de frei Alberto marcaram presença seus irmãos, monsenhor Giuseppe e irmã Virgínia, alguns sobrinhos e parentes. Dom Serafim Spreafico, bispo emérito de Grajaú, representou a diocese de Grajaú.

O processo diocesano ficou a cargo do monsenhor Giuseppe Martinelli na qualidade de juiz, padre Eugenio Zanetti como juiz suplente, monsenhor Umberto Midali como promotor de justiça e Mariangela Tosi e Silvia Deho, como notários.

Após entrega dos encargos e o juramento feito pela comissão que conduzirá o processo, dom Amadei concluiu dizendo. “É um dia de alegria para nossa Igreja de Bergamo – que o processo de beatificação, se torne uma ocasião para que todos conheçam frei Alberto Beretta e possam aprender e seguir seu exemplo de fé e caridade”, sublinhou.

Diocese de Grajaú

No mesmo dia e horário o bispo diocesano de Grajaú, dom Franco Cuter estava celebrando com todos os padres e religiosas uma santa missa em ação de graças na capela do Centro diocesano de pastoral, em Barra do Corda, na Reunião do Clero e da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) que aconteceu nos dias 17 e 18.

Para frei Luis Spelgatti, pároco da Catedral, a presença de 31 anos de frei Alberto em Grajaú, ‘marcou e continua a marcar’ profundamente o povo grajauense por ter tido em seu meio alguém que viveu intensamente os ensinamentos do evangelho, pessoa que foi autêntico homem de Deus e que viveu a santidade no amor e no serviço aos irmãos.